26 de junho de 2011

Mero espectador!

Enquanto a vida passa eu sigo sem graça aqui sentado na praça .. Arquibancada vazia! Estático e mudo eu observo tudo Desperdiçando vida! .. Vendo a banda passar! Sou plateia calada,pierrot sem colombina Diante da desmotivação que domina A vontade de fechar as cortinas Pois não há mais peça á apresentar! O tempo implacável simplesmente voa! E eu sigo á toa .. Como uma canção que desentoa. ... Desafinado coro dos meus sonhos descontentes! E a caravana não para! .. Os cavalos brancos cada vez mais raros! E o preço que se paga é muito caro! . . Por aniquilar os dons divinos em mim! As peças,os tablados e táticas com dias contados! As cenas mágicas tornaram-se mudas Encontrei meu lugar de mero espectador Se todos se foram,foi porque não encontraram em mim,quando procuraram amor! Esqueceram que as vezes era eu quem precisava Que me sentia exausto sem nada a oferecer mas a vida é mesmo assim: .. Noite e dia,não e sim! Hoje sou platéia ... Amanhã? ... Não cabe a mim! Mas certamente estarei aqui! Espectador sem entusiasmo,espera sem fim!

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