14 de novembro de 2011

Ocaso!

... E estava o tempo todo sentada ali
A me olhar com mero desprezo
Rindo á toa do meu jeito atrapalhado
Com o mesmo sorriso sarcástico de antes
De vez e sempre assim sem fim!
Eu quase podia adivinhar o que ela queria de mim
Mas alguma dúvida ainda me calava
E então eu permanecia mudo!
Cego e surdo ante tantas coisas boas que me cercava!
Arames farpados,farpas de esperanças e afins!
Mourões tão altos em atos de mera comodidade!
Ah! .. O leve esboço de um sorriso seria quase verdade!
E quebraria qualquer gelo,até mesmo um coração tão Glacial
Não sei porque mas ela não ousava descer!
Nem ao menos me mostrava alguma vontade
Teria ela razões obvias e em grandes quantidades?
Mas qual razão podemos rotular como certa?
Há quem diga que ela é sempre arrasada pelo coração! ..
.. Seria hipocrisia dizer que não!
Um hipócrita e hipocondríaco sob efeito,
dos remédios que envenenam a alma e adia qualquer forma de se viver livre!
.. E o que mais conforta é saber e poder ver que ela sempre esteve
o tempo todo sentada ali!

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